Um litro de Lágrimas

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Deu pra perceber que a inspiração para o nome do blog foi o dorama “Um litro de Lágrimas” (Ichi Rittoru no Namida / 1リットルの涙), né? Óbvio pra quem faz parte do universo, away pra quem está entrando agora ou simplesmente caiu aqui sem querer. Além de ter sido meu primeiro dorama, “Um litro de Lágrimas” é importante pela profundidade da história e do relacionamento da protagonista com a mãe. Antes de começar a falar sobre ele, vou aproveitar o gancho pra divulgar o lançamento do livro baseado na história real de Kito Aya, a garota que foi acometida por uma doença incurável aos 15 anos e teve que aprender a lidar com ela até sua morte, aos 25. Fiquei realmente feliz com a notícia, mas nem tanto quanto poderia. A editora responsável pelo projeto é a NewPop, que costuma pecar na qualidade dos mangás e na revisão dos textos. O mangá baseado no livro foi lançado antes, também pela mesma editora. Recomendo-o para quem desconhece a história, mas não chega a ter a profundidade emocional do dorama, que é maravilhoso e inesquecível. De qualquer forma, comprarei o livro que, segundo o ChuNan, custará R$29,90 e deve ser lançado nos próximos dias.

Agora vamos ao que realmente interessa!

  • Por que assistir?

☆ Pra quem gosta de doramas curtos, “Um litro de lágrimas” só tem 11 episódios, com cerca de 47 minutos cada. Os episódios são dinâmicos, apesar de ser um drama com tema pesado.

☆ O elenco tem química. Em muitas cenas, Yakushimaru Hiroko, que interpreta a mãe de Aya (Sawajiri Erika), emociona mais que a protagonista. As duas convencem tanto que parecem mãe e filha de verdade.

Nishikido Ryo, que interpreta o “namorado” de Aya, pode ser um bom ou mau motivo para assistir. Bom para os fãs de NEWS e Kanjani8, além de quem busca rostos e corpinhos bonitos em doramas. Não é o meu caso, então já sabem o que colocarei no por que não assistir.

☆ Sou fã assumida da Sawajiri Erika e sempre digo que é uma boa razão assisti-lo por ela TAMBÉM. A emoção da personagem ultrapassa a linha da ficção, chegando a envolver profundamente quem assiste. Digo e repito: dorama bom é aquele que mexe com os sentimentos, que traz uma ou mais mensagens que conseguimos levar pra vida toda. Até hoje lembro de vários trechos do diário de Aya, onde ela relata sua luta contra a doença degeneração espinocerebelar. Destaco este em especial: “As pessoas não deveriam viver no passado. É o suficiente fazer o possível no presente.”

☆ A trilha sonora é fantástica. Inclusive, fiquei completamente apaixonada por Remioromen na época por causa das insert songs “San gatsu kokonoka” (3月9日):

e “Konayuki” (粉雪):

A música de encerramento é do K, “Only Human”, que também é linda, linda:

Upei as três músicas:
San gatsu kokonoka (3月9日) || Konayuki (粉雪) || Only Human

☆ A adaptação foi exibida de 11/10/2005 a 20/12/2005, pela Fuji TV, e também conta com um SP (especial) que é a sequência do último episódio. Até hoje é lembrado por muitos fãs e considerado essencial para o portfólio dos dorameiros.

☆ O gênero é uma mistura de escolar, drama e romance. Acrescentaria mais um, familiar, porque, querendo ou não, a relação entre Aya e sua família mudou muito após o conhecimento da doença. De início, havia uma certa dificuldade para lidar com ela por parte dos irmãos, que ou tinham vergonha ou não sabiam como se comportar na presença dela. Depois, todos entenderam a situação e passaram a apoiá-la e defendê-la. Não vejo muito amor romântico na história, até porque o “casal” Aya e Asou não me conquistou ao ponto de shippar (pessoas que combinam tanto que deveriam ficar juntas, que não é o caso aqui). Entretanto, boa parte das cenas ocorrem na escola e há diversas intrigas envolvendo a protagonista e os coadjuvantes. Parece bobagem, mas esses pequenos detalhes fazem toda a diferença para manter a história firme e com todos os fios conectados. Inclusive, há uma cena bem emocionante envolvendo os colegas de classe de Aya, mas não vou me estender nisso para não dar spoiler.

☆ Fujiki Naohito é sempre um BOM MOTIVO pra qualquer coisa. Tá, assumo que sou fã do cara e procuro assistir todos os doramas possíveis em que ele aparece, seja como protagonista ou coadjuvante. Gostei de ver ele como Mizuno Hiroshi, médico especialista na doença de Aya. Inclusive, existe um questionamento sobre o papel do médico na sociedade, de como eles se sentem ao enfrentar a impossibilidade de cura de seus pacientes.

☆ Apesar do drama extremo, há cenas engraçadas e que conseguem arrancar alguns sorrisos. Não são frequentes, mas quebram a dureza constante da história.

☆ Com o passar do tempo, Aya torna-se cada vez mais dependente de seus pais e colegas de classe. Quando surge a necessidade do uso da cadeira de rodas, o dorama passa a detalhar a realidade dela como uma cadeirante no Japão da época, as dificuldades e preconceito por parte das instituições de ensino e das pessoas.

☆ Dá pra assistir inteirinho no YouTube. A qualidade não é HD, mas está legendado em português e é fiel ao original em DVD:

  • Por que não assistir?

Se você não gosta de chorar, fuja de “Um litro de lágrimas”. Sei que há pessoas mais resistentes e que não costumam derramar uma lágrima sequer ao assistir filmes e doramas do tipo, mas nesse caso é bem difícil brigar contra as emoções. A história é extremamente envolvente, e por ser baseada em uma história real, a empatia chega e fica no coraçãozinho.

O romance principal não convence muito. Há algumas cenas que até animam e parece que o amor vai aflorar da dor, mas não. É um namoro distante, ao mesmo tempo que terno. Até compreendo o porquê. A doença de Aya é degenerativa, logo, ela não terá uma vida longa. Em uma de suas frases mais marcantes, ela se pergunta: “será que um dia conseguirei me casar?”. E, por toda essa realidade dolorosa, ela meio que afasta o Asou de seu coração, deixando-o em um cantinho de eterna gratidão.

☆ A atuação de Nishikido Ryo é bem aquém, se comparada a de Sawajiri Erika e Yakushimaru Hiroko. Para mim, a combinação delas deixou o dorama ainda mais brilhante e verdadeiro.

☆ Os atores que interpretam os irmãos de Aya, Narumi Riko (Ako) e Sanada Yuma (Hiroki), são muito importantes para a história. Porém, ao analisar a atuação de ambos, principalmente a dele, percebi que os sentimentos transmitidos não são fortes o suficiente para emocionar quem assiste. No meu caso, por exemplo, achei as cenas do Sanada bem forçadas e a falta de expressão causou um certo desconforto. Nada absurdo, mas quem busca um dorama com elenco perfeito (se é que isso existe, creio que não) não encontrará aqui.

  • Você também pode gostar de…

☆ “Taiyou no Uta” (タイヨウのうた), outro com a Sawajiri Erika. Foi lançado um ano depois, em 2006, e tem 10 episódios. Kaoru Amane, protagonista interpretada pela Sawajiri, tem uma doença rara, assim como a Aya, chamada xeroderma pigmentosum (XP), que causa vulnerabilidade aos raios ultravioletas (UV). Ou seja, ela não pode sair na luz do dia. A diferença é que a história de Kaoru é baseada no mangá de Kenji Bandou, que é uma ficção. Também há um filme, que leva o mesmo nome do dorama, mas é a Yui que interpreta a personagem principal.

  • A dorama recomenda ou não?

☆ Claro que sim, amikos. “Um Litro de Lágrimas” continua sendo meu dorama preferido, aquele que mais me emociona e que sempre recomendo pra quem está começando a entender esse universo. Apesar de alguns pontos negativos, o conjunto da obra é bem coeso, não há buracos na história e o elenco é competente o suficiente para prender a atenção do espectador. Já compartilhei esse dorama com tanta gente e, sempre que o faço, meus olhos brilham. Quem ainda não viu, assista. Se já viu, reveja. É triste e te deixará abalado, mas é preciso saber apreciar a dor artística também.

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12 comentários sobre “Um litro de Lágrimas

  1. Poxa, entrei só pra saber o que significava Dorama, até pensei que fosse algum drink! rsrsr. Mas acabei me interessando muito mais pelo “Um litro de lagrimas”, vou procurar o Livro pra comprar (não tenho paciência com mangás e nem tempo pra assistir), então pra mim o livro é a melhor opção.
    Parabéns pelo blog, sucesso!! =*

  2. Hahaha, sério? Essa é a primeira vez que escuto alguém dizer algo do tipo. Então, a história é realmente excelente e vale a pena dedicar um tempinho pra ler/assistir. Comprarei o livro também, porque sou fã e quero ver como ficou a adaptação. Quando puder, tente assistir esse ou outro dorama. Certeza que vai gostar 😀

  3. Que lindo o primeiro post do blog ser sobre o seu dorama preferido. Lembro que quando comecei a escrever sobre doramas, o meu primeiro post também foi sobre o meu dorama preferido (e continua até hoje).

    Ichi Rittoru foi um dos primeiros doramas que assisti. Assim como você falou no post, é um dorama obrigatório para todo mundo que assiste doramas. Lembro que na época eu fiquei bem triste porque a história é realmente envolvente. Esse dorama inclusive, foi responsável por me fazer voltar a gostar do Nishikido. Depois de Last Friends eu comecei a odiá-lo (LOL) e QUASE não assisto Ichi Rittoru por causa dele. Felizmente eu assisti e mesmo o personagem dele não sendo tão marcante quanto a Aya, ele fez eu mudar minha opinião pois se mostrou um “homem de bem”, hahahahah!

    Adorei a forma como você fez o review. Pautando assim, fica bem gostoso de ler porque além do conteúdo da série em si você expandiu para outras produções e até outras mídias. Acho digno.

    Nem preciso falar que amei esse blog né? Hahahahah, design simples, minimalista e cheio de coisas que –definitivamente– irão torná-lo graaaande! Muito sucesso, dorama! Post perfeito ♥

  4. Jacque, amei tudo isso!!! Omedetou!!!!
    Quanto ao dorama, estou procrastinando pra assistir ~ isso porque eu ja li o mangá e imagina a choradeira que tive.
    Falando no Nishikido… muita gente queria pegar ele na esquina depois de “Last Friends”. Será que pra se redimir tanto assim ele acabou fazendo três doramas seguidos como pai de família?

    Gostei muito muito mesmo!!! Sucesso, querida!

    Beijao!

  5. A adaptação do diária da Aya Kito para dorama é muito feliz por uma série de motivos. Em certos pontos fica evidente a vontade dos roteiristas de “emocionar”, para alguns isso pode cair no piegas em dados momentos da trama. Por outro lado, foram bem sucedidos em mostrar como a doença da Aya desgraça a vida de todos:
    O médico que se desespera com a sua impotência e entra em desilusão com a carreira, pois entrou na Medicina cheio de esperanças de ajudar pessoas e terminou apenas testemunhando o fracasso/lentidão das pesquisas e presenciando a morte de seus pacientes.
    Da família que precisa mostrar força quando isso é o que menos pode oferecer. No comportamento dos pais isso fica explícito, mas a atuação do Ako foi muito importante nesse sentido. A cada estágio da doença que avançava – e a cada coisa que a Aya deixava de conseguir fazer -, enquanto a mãe tentava segurar o ânimo dela com palavras, a feição da Ako denunciava o que todos pensavam: “o que está acontecendo com ela?”. Era um choque de realidade.
    Do amigo, que quer estar junto por gostar da pessoa, pela ânsia de ajudar de algum modo, e precisar entender que sua presença, ao mesmo tempo que positiva, também é um insuportável fardo. Pois ele é resquício de uma vida que não existe mais. É a memória de tudo o que ela deixou de ter ou foi impedida de alcançar.
    E, obviamente, da própria Aya. Atrofiando aos poucos. Impedida de pensar no futuro. Nesse sentido o câncer em muitos casos ainda possibilita esperanças ao doente. Em muitos pacientes há chance de cura. A degeneração espinocerebelar é a certeza da morte caindo aos pedaços. Não tem amanhã. A única certeza é de que o porvir será pior do que o presente. Parar com o basquete, mudar de escola, ser hospitalizada, parar de andar, e por fim, de escrever… uma cena particularmente forte é quando ela se mija no chão e é vista pelo Asou naquela situação humilhante. A atuação da Erika Sawajiri foi surpreendentemente boa nesse dorama.
    Claro, os trechos do diário faziam seu papel de dar o choque e mostrar que algo semelhante realmente aconteceu com alguém. É difícil descrever o que se pensa quando se vê uma menina na faixa dos 15 anos escrevendo o que ela escrevia.

    Apenas me questiono. Será que a beleza física da Sawajiri tem um papel muito significativo nessa identificação que o dorama cria com o público e com a protagonista? Teríamos a mesma sensibilidade vendo uma criança real – feia, mal vestida, suja e pouco articulada – nos corredores dos hospitais cobertos pelo SUS? Eu quero e prefiro acreditar que sim, mas não tenho certeza.

    Não costumo ser tão ‘impressionável’ com ficção, mas Ichi Rittoru no Namida me fez questionar certas perspectivas de vida. Exagera em certas coincidências, mas faz parte do tipo de mídia em que foi adaptada, dá pra relevar. Enfim, resumindo (e escrever pouco nunca foi meu forte, dsclp), muito bom.

    Sobre o texto, uma dica: descrever a trama antes de entrar nos detalhes do dorama. Você acabou falando antes do elenco, trilha sonora e duração dos episódios do que do gênero e da sinopse em si. O título é batido e provavelmente conhecido por todos que lerão um blog de doramas, mas o texto se torna mais atrativo desse modo, ao meu ver. Antes de divulgar o produto (diário da Newpop) é legal instigar a curiosidade por ele.
    No mais achei legal a divisão em pontos positivos e negativos, pois com doramas menos famosos isso será decisivo ao público na escolha. E, como já havia elogiado no twitter, gostei da sobriedade da análise, pois encontra pontos negativos mesmo na série favorita, dando até destaque demais para eles.

    Acho que é isso kkkkk

  6. Hahahaha, a bíblia humana chamada OTAKISMO, XD! Fiquei muito feliz em saber que curtiu Um Litro de Lágrimas, sério. Vou recomendar outros depois, se quiser, claro. Sobre as dicas para o blog, fique à vontade para sugeri-las. Como ainda estou começando, há vários pontos que preciso organizar pra deixar tudo certinho. É que eu realmente gosto de escrever livremente e, plus, DETESTO ESCREVER SINOPSE, hahaha. A ideia inicial é fazer uma análise dos pontos fortes e fracos, aproveitando as características do próprio dorama (aqui, encaixo a trilha sonora, elenco etc). Aproveitei o gancho do livro pra iniciar o texto. Acho que fez sentido 😄 grande beijo, amiko! Continue acompanhando, onegai shimasu! \o/

  7. eu gostei do romance entre Aya e Asou, não achei ele tão distante, pra mim esse romance entre os dois foi mais voltado para os sentimentos.

  8. Asou e Aya é um casal que, pelo menos para mim, representa um amor mais profundo, que não necessita de demonstrações nem palavras pra ser sentido, ele simplesmente está lá, existindo. É isso que me encanta e mais me toca. A última cena deles juntos prova isso muito bem. No Japão, casais normalmente sempre passam a véspera de natal juntos. Não me lembro se o último encontro acontece exatamente na véspera, mas ainda assim, creio que a cena representa que mesmo eles não dizendo nada e apesar das circunstâncias, eles se viam e se reconheciam como um casal.
    Quanto ao Nishikido Ryo, apesar de ele não ser o destaque do dorama, gosto muito da atuação dele aqui, acho que ele não se restringe ao papel de “cara bonitinho”. Dos Johnny’s, acho que é um dos melhores atores.

  9. Depois de ter lido tudo o que escreveu eu com certeza irei ver o dorama, já havia comprado o mangá, que mesmo curtinho me arrancou muitas lágrimas, faz um tempo e quando puder irei comprar o livro também. É uma história muito bonita apesar de tão triste, pois acho que além de arrancar lágrimas faz a pessoa acreditar na importância de sua vida e que ela deve ser bem aproveitada, como a Aya fez, independente da condição.

  10. Esse j-drama é maravilhoso, a primeira vez que assisti realmente chorei 1 litro de lágrimas rsrsrsrs … principalmente no episódio 8 quando ela deixa sua escola , para ir numa escola para deficientes. Vale a pena assistir!!!

A dorama quer saber o que você achou ♥

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