Kimi wa Petto

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Kimi wa Petto” (きみはペット / Você é meu pet) é uma adaptação da TBS do manga de Yayoi Ogawa, que conta a história de Sumire (Koyuki), uma jornalista em busca do sucesso profissional que levava uma vida normal, até encontrar Takeshi Gouda (Matsumoto Jun, integrante do Arashi) todo machucado dentro de uma caixa de papelão em frente ao seu prédio. Chocada com a situação, acaba levando-o para sua casa para cuidar de seus ferimentos, mas os dias vão passando e ele continua lá, sendo tratado como, adivinhem, um pet. Nisso, seu nome passa a ser Momo e a vida dela começa a virar do avesso.

Uma pessoa normal não faria esse tipo de coisa, certo? Mas há uma razão para tal: depressão (solidão também se encaixa aqui). Sumire, que não tem muitos amigos e foi abandonada pelo namorado recentemente, leva uma vida pacata e com hobbies considerados masculinos pelos outros, como fumar, assistir luta livre e animes shounen. Mesmo com seus problemas interpessoais, ela encontra em Momo um refugio, alguém para amar sem medo de ser traída ou trocada. Claro que essa relação excêntrica trará ainda mais dificuldades pra vida da coitada, mas é aí que a narrativa se desenvolve.

  • Por que assistir?

☆ A música tema do dorama é “Darling”, do V6, grupo japonês que, assim como o Arashi, faz parte da agência Johnny’s Entertainment. Não é das melhores do grupo, mas é boa e combina com o dorama. Upei a versão original pra quem quiser baixar.

Matsumoto Jun pode até não ser aquele primor de ator, mas como Momo ele me surpreendeu. As expressões durante os diálogos e momentos de reflexão são bem marcantes. O personagem exige um cuidado maior do ator, porque é uma representação sobre representação, ou seja, o ator interpreta um personagem que interpreta um animal de estimação. Pensa na dificuldade que é fazer aquelas caras e bocas o tempo todo, fazendo-se de ingênuo e inocente, e ainda ter que fazer coreografias de balé. Sim, ele é dançarino e há cenas que focam nisso, mas já aviso que esse pano de fundo não acrescenta muita coisa pra história. O foco, no meu ver, é a relação dono x animal que existe entre Momo e Sumire.

☆ A química entre JunKoyuki funcionou até que bem, mais pela atuação dele, que convence bastante. Já a dela… sempre que a vejo atuando fico com a impressão de que estou tendo um flashback de um personagem que ela já fez, com personalidade e características semelhantes. Apesar de combinar com o papel, por ter aquela cara de peixe morto e de perdedora que a personagem também têm, creio que há atrizes que conseguiriam captar a essência de Sumire melhor do que ela. Mesmo assim, o resultado final não foi ruim. Diria que é razoável. Detalhe: lembra da japonesa que se envolve com o personagem do Tom Cruise em “O Último Samurai”? Então, aquela mesma carinha de “sou trouxa, pode me enrolar” está aqui.

☆ Os coadjuvantes são interessantes, mas nada espetaculares. Junpei, personagem do Eita (melhor ator do Japão ♥) , poderia ter sido melhor explorado. Sei que é uma adaptação e, muito provavelmente, a história original deve seguir mais ou menos a mesma linha, mas a versatilidade do ator tem que ser aproveitada ao máximo, não importa o papel ou roteiro. Do contrário, por que o escolheram? Qualquer ator interpretaria bem o melhor amigo do protagonista, que fica com as “sobras” da ex-namorada dele. Aliás, “Kimi wa Petto” foi o primeiro grande dorama de Ishihara Satomi, atriz que interpreta Rumi, a namorada do Momo. Ela era bem novinha na época (todos, na verdade) e, portanto, seria sacanagem esperar uma atuação digna de aplausos. Até porque, o personagem também não ajuda. É só uma garota mimada e egoísta, que usa e abusa da “amizade” do Junpei pra não se sentir sozinha. Chega a ser irritante.

As cenas de beijo fogem do habitual japonês aka sem graça e conseguem transmitir certa sensualidade e entrega emocional. Não espere beijos de novela da Globo, mas alguns deles podem até surpreender pela intensidade. Aliás, as novelas brasileiras são muito apelativas, coisa que até um tempo atrás não acontecia nos doramas. Hoje em dia já não dá pra afirmar isso. Cada vez mais o culto a beleza física e o apelo sexual (com restrições, claro) é inserido nas tramas, o que considero péssimo. Claro que fico feliz ao perceber que os roteiros estão se aproximando da realidade, mas deixar que essas apelações se sobressaem não é legal. Tem gente que reclama que os relacionamentos entre os personagens em doramas japoneses são muito frios. Isso acontece porque, ao assisti-los, grande parte das pessoas os comparam com a cultura e costumes brasileiros, o que é normal. Mas é importante ter em mente que as relações entre eles são totalmente diferentes, portanto, devem ser compreendidas à parte, como algo único. “Kimi wa Petto” já pode ser considerado antigo, já que seu lançamento completou 10 anos em abril desse ano. Naquela época, os efeitos especiais eram precários e raros, as roupas não tão modernas e até mesmo o vocabulário e expressões eram outros. As mudanças são bem-vindas, desde que a essência não seja perdida.

☆ Encontrei os episódios em qualidade baixa (RMVB) e legendados em português no animesxgames. Para baixá-los em inglês, espanhol e italiano, mas com alta qualidade, acesse o d-addicts. O mangá traduzido em inglês pode ser lido no mangareader. Se bater a curiosidade, dá pra assistir ao PV oficial da música tema no Jpopsuki.TV 🙂

  • Por que não assistir?

☆ Confesso que acho o tema desse dorama um absurdo. Como é que pode um ser humano permitir ser tratado como um animal de estimação, interpretar um bichinho caricato e cheio de manias? Tá, estou falando de uma produção japonesa e sabe-se que o Japão é fonte de tudo que é perturbador e sem noção. Enquanto assistia, ficava pensando de onde a autora do manga tirou essa ideia, aí caia em si e chegava a conclusão que essa é a magia dos japoneses e perdoei. Mas, se você não suporta cenas fofinhas, conflitos que não são tão fáceis de imaginar na vida real e não gosta do Jun, sugiro que passe longe de “Kimi wa Petto”.

☆ A depressão de Sumire é um tema que merecia um aprofundamento maior. Se a atriz fosse um pouco melhor, o palco seria perfeito para colocar o tema em discussão. O caso dela não chega a ser patológico, mas é visível que a personagem é introspectiva ao ponto de esperar que os outros ajam ao invés dela mesma dar o primeiro passo. Ela sofre no trabalho, na vida pessoal e amorosa, mas o que chama mais atenção é a dependência que sente pelo Momo. Quando ele surgiu ficou evidente que ela realmente precisava de alguém pra provar a si mesma que é capaz de amar e ser amada. Do 1º ao 10º episódio vemos uma corrida para fugir do que era previsível no primeiro episódio, mas o final é aceitável.

☆ Satoshi (Nagatsuka Kyouzou), o “terapeuta” de Sumire que anda pra cima e pra baixo com seu cachorro, também é um solitário nato e que não acredita mais no relacionamento humano. Ele deposita todo seu amor e carinho em seu animal de estimação e acredita que só é possível confiar 100% nele. Apesar de fazer parte de um núcleo até que interessante, o personagem em si é muito irritante. Não sei se a culpa é do ator, que chega a ser engraçadinho em algumas cenas. Porém, no geral, todas as cenas com ele são cheias de moralismo e hipocrisia. É o típico cara que diz inconscientemente: “faça o que digo, mas não espere que eu dê o exemplo”. MEH demais.

  • Você também pode gostar de…

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☆ “You’re my Pet”, filme coreano baseado no dorama do post, com Jang Geun Suk e Kim Ha-Neul. A história é basicamente a mesma, mas existem algumas pequenas diferenças. De primeira, percebe-se que os personagens, principalmente a Sumire, são mais leves e as brincadeiras entre os protagonistas mais constantes. A Sumire sul-coreana não é tão tímida quanto a japonesa e o romance entre eles não é tão contido. Gosto muito do Geun Suk, mas as expressões dele são um pouco forçadas em boa parte das cenas. No geral, não gostei muito dessa versão. Tá, assumo que não sou muito fã de k-dramas e tal, mas é sério, achei o jeito de um tratar o outro bobo demais. Diria que peca pelo excesso. Se ficou curioso e quer comparar as duas versões, assista-o legendado em português no YouTube.

  • A dorama recomenda ou não?

☆ Recomendo com ressalvas. O dorama é bonitinho, tem cenas engraçadas, beijos mais calientes que outros do gênero e aborda três temas interessantes: depressão, fuga da realidade e dependência. Mas, a narrativa poderia ter seguido um caminho diferente, mais adulto, talvez. E olha que o manga é josei (meu gênero preferido, inclusive). Há conflitos que dependem da maturidade dos personagens para serem resolvidos e, como deixei claro na análise, a falta de profundidade dos mesmos deixa uma sensação de não conclusão no ar. Achei um tanto previsível também, porque o final não me surpreendeu de maneira alguma. Sinceramente? Assista-o quando já tiver visto todos os outros da sua lista de prioridade.

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18 comentários sobre “Kimi wa Petto

  1. Eu amei! Quero muito assistir tanto a versão jp quanto a kr…
    Confesso que o Jun é quase meu ultimate japonês e sempre procuro assistir as coisas com ele…

  2. Também procuro assistir tudo que sai com ele, Clau! Acho que você vai gostar de ambas as versões. Sou meio cri-cri nos posts, mas no geral, os dois são divertidos 😄 um beijão e obrigada pela visita!

  3. Meu, eu sempre achei o tema desse dorama muito bizarro! Ver uma história assim adaptada para anime até seria “normal” mas pra dorama é muito doido! Deve ser a época também. Hoje em dia os canais tem produzido cada vez mais coisas originais e se distanciado um pouco de adaptações de mangás muito famosos ou que tem uma temática meio estranha. É questão de mudança de hábitos e costumes. Ainda há adaptações, mas normalmente são adaptações com assuntos mais perto de coisas reais 😄

    Sobre Kimi wa Petto, petto, petto~ A Koyuki é uma atriz que eu sempre fiquei em dúvida se é realmente uma boa atriz ou a mídia fez ela ser conhecida com uma boa atriz. E fiquei surpreso em saber que tem a Ishihara, adoro ela… poderiam trocar a Koyuki pela Ishihara =X Aliás, que beijão hein! gif tenso, hahahahaha. Para aquela época então, loucura!

    Achei o post interessante pq esse dorama é um daqueles que eu conheço muita gente que viu, mas que não sabe muito bem se indica ou não. Adoro como você escreve! Não sei se assistirei, mas darei uma procurada e quem sabe quando eu estiver mais tranquilo com a montanha de coisas que estou assistindo eu dê uma olhada 🙂

  4. Olha, tenho que concordar com você. Ishihara é bem melhor que a Koyuki, hahaha! Kimi wa Petto é divertido, mas não é lá essas coisas. Coloca na lista, aí quem sabe um dia o doraminha chega 😄

  5. (Nossa, onde foi meu comento???)
    Jacque, como eu havia dito no FB, “Kimi wa Petto” foi um dos primeiros doramas de algum membro do Arashi que assisti em tempo real (porque o primeiro mesmo, foi “Yoiko no Mikata”, que eu farei a resenha logo em breve e explicando porque esse dorama é meu ichiban de preferido). E li o mangá.

    Eu recomendaria também a mesma coisa com você ~ coloca na lista e assista sem compromisso, já que não seria pra levar taaaaaaaaao a serio.

    Disse uma vez para um amigo meu (que ama a Koyuki e chorou horrores quando ela casou) que a autora Ogawa Yayoi deve ter olhado as fotos de MatsuJun e Koyuki para criar os personagens Momo e Sumire no mangá, porque não é possivel tanta semelhança!!!

    Fico feliz em saber que voce seria uma das poucas pessoas que conheço que lembrou de “Kimi wa Petto” como um dos bons trabalhos de MatsuJun (porque onze entre dez Arashics lembram de “Hana Yori Dango”!!!!! ~ dorama que nao assisti e nem sei se vou fazer tao cedo *leva tijolada*), porque ninguem lembra dos outros trabalhos dele como “Gokusen”, “Bambino!”, “Smile” e ate “Shonen Kindaichi” (ele fez a segunda temporada).

    Agora, quanto ao filme coreano, gomen pra quem gosta, mas essa eu passo.

    Mas “Kimi wa Petto” pra mim, tem que ser MatsuJun/Momo e Koyuki/Sumire. Nao tem jeito porque pra mim ficou na memoria.

    Beijao, querida!!! =D

  6. Matsujun não é só Hanadan, né? Poxa, tem vários outros doramas legais com ele. A galera tem que dar uma chance a ele. Não curto muito a Koyuki, mas achei Kimi wa Petto até que razoável e divertido 😀

  7. Quer um MatsuJun diferente? Assista “Tokyo Tower” (filme). Apesar de ele nao ser protagonista, ele como malandro vale a pena (porque o protagonista é o Okada Junichi, do V6). E olha que teve gente que… nao gostou do papel do MatsuJun nesse filme!!!

  8. Tô DOIDA pra ver a versão coreba com o Geun Suk por motivos de: JANG GEUN SUK! hahahahaha tá na minha lista há eras e eu honestamente nem sabia que havia um dorama nipônico antecessor. Mas meu amor ainda vai pro Geun Suk e talvez eu veja a versão em nihongo depois ^^

  9. Jang Geun Suk é demais! Também adoro. Farei resenha de alguns filmes lado B dele em breve! Kimi wa Petto é bem divertido e vale a pena assisti-lo pra descontrair =D

  10. Talvez seja um pouco injusto comentar sobre este dorama, eu o assisti há séculos, quando nem sabia quem eram Eita e Ishihara na boate hahahaha. Sério, não lembro de nenhum dos dois nesse dorama. Mas é um dorama que, apesar da Koyuki, eu gostei bastante.

    Realmente os japoneses tem umas ideias meio malucas, mas eu gosto disso, mesmo quando são de gostos duvidosos como essa relação de amante-pet, mas eu sou sempre a favor da originalidade e acho que por isso acabei aposentando as novelas brasileiras pra dar lugar ao vício que dorama é pra mim hoje ❤

    Se existem artistas que eu não suporto – e eu acho que a minha lista é bem pequena, na verdade hahaha Num geral eu não me incomodo muito com ninguém hahaha – são a Masami e a Koyuki. Não dá, não consigo simpatizar de jeito nenhum, acho que é porque elas sempre fazem papéis de sonsas e/ou ingênuas. O foda é que elas tem bastante trabalhos com Johnnys né, aí acabo assistindo haha.

    Mas se eu conseguir ver Kimi wa Petto e me divertir até o final foi com certeza por causa do MatsuJun ❤ Adoro os doramas dele!

    Eu ainda não assisti a versão coreana para comparar, mas num geral fico com pé atrás com remakes. Raramente ficam bons e quase nunca melhores que os originais.

  11. Koyuki é uma songa monga mesmo, hahahaha. Masami também é beeeeeeeeeem mais ou menos. Eita e Juri seguraram Last Friends.

    Também adoro os doramas do Matsujun ❤ Principalmente Hanadan e Natsu no Koi. Ele tá ótimo em Lucky Seven e interessante em Myu no Anyo Papa ni Ageru.

    O remake coreano de Kimi wa Petto é bem mais ou menos. Gostei mais do original mesmo.

  12. Oi oi olá! Tudo bem? Eu sou nova aqui, e tô adorando ver tudo o que você posta aqui. Olha, eu tô -viciada- amando Kimi wa Petto, é muito perfeito!
    Então, como você disse, eu achei online no Youtube até o episódio 6. E como eu não posso baixar porque -por algum motivo estranho- eu não consigo ver vídeos no meu computador, e como você perguntou para a mocinha ali em cima, mas ela não respondeu, eu queria saber se você não poderia, por favor, postar o resto do dorama, se puder. Eu ficaria muito feliz, obrigada. *u*/ ~acena~

  13. Oi, Lorenna, tudo certo por aí? Kimi wa Petto é bem legal mesmo. Que bom que está curtindo! Já que você pediu, vou upar do 7º até o último episódio, depois upo o resto pra quem quiser, pode ser? Beijos 😀

  14. Jac, esse link está errado. Eu queria muito assistir online mesmo. Tem como você passar o link correto? Brigadinha!!

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