Todo mundo precisa de shoujo e dorama na vida – #MêsDoShoujo

Boku no Hatsukoi wo Kimi ni Sasagu

J-movie: Boku no Hatsukoi wo Kimi ni Sasagu

Março foi escolhido como o Mês do Shoujo (e do josei também). O pontapé inicial foi o Dia Internacional das Mulheres, como diz o post introdutório do Mais Shoujos no Brasil. Contudo, essa data não define o público da demografia. Mulheres e homens são livres para apreciar animes e mangás que dão vida a personagens e trazem à tona histórias inspiradoras que podem transformar o modo como vemos as coisas.

Antes de tudo, vale a pena falar um pouco sobre a etimologia da palavra de origem japonesa: “shoujo” (少女). Literalmente, significa “menina”. Os gêneros mais conhecidos no ocidente são os romances e comédias românticas, mas há obras de conteúdo histórico, ficção científica ou terror. Portanto, nada de sair por aí dizendo que shoujo é coisa de menina. Shoujo é coisa de quem gosta, independente do sexo.

Para celebrar, resolvi participar da campanha Mais Shoujos no Brasil e publicar um texto que mistura o universo dos shoujos/josei com os doramas (novelas japonesas) e filmes japoneses. Afinal, muitos doramas são adaptações de shoujos, geralmente já famosos, que aproveitam essa popularidade para ganhar ainda mais fãs.

Todo mundo já presenciou, viveu, leu ou ouviu algum drama nível shoujo em algum momento da vida. Pode ter sido na infância, quando o(a) “melhor amigo(a)” mudou de escola e você perdeu o chão. Na adolescência, quando se apaixonou perdidamente pelo(a) coleguinha mais bonito(a) da escola. No início da vida adulta, quando os problemas com trabalho, habitação e faculdade começam a incomodar o seu sono.

  • Deu pra lembrar de algum roteiro de shoujo que permeia uma dessas perturbações e sentimentos?

Não é muito difícil, né? Pois bem. Isso acontece porque o shoujo utiliza o cotidiano como apoio de seus roteiros. É comum ter inquietações dos tipos mencionados, e é justamente isso que a demografia costuma abordar: temas que aproximam o leitor/telespectador e criam identificação (ou repulsa) quase instantânea.

Shitsuren Chocolatier

Dorama: Shitsuren Chocolatier

Nos doramas acontece quase a mesma coisa, mas os humanos tomam as rédeas, interpretando as personagens que nos identificamos muito, outras que nos despertam raiva ou nos inspiram de alguma forma. A magia continua no ar, com as ferramentas literárias inerentes ao estilo que conhecemos: encontramos a história de amor, os conflitos, o início dos relacionamentos mais sérios, o rompimento com quem ainda gostamos, vida escolar e até poderes mágicos, se for o caso. Tudo é possível, desde que haja respeito pela essência e ao público que se destina.

Dois mangás que eu adoro ganharam adaptações cinematográficas: Nana e Sunadokei. Ambos abordam temas mais profundos, como: independência dos pais, separação, traição, gravidez, suicídio e morte. Confesso que esses shoujos fantasiados de josei chamam mais a minha atenção. Ainda vejo shoujo tipo Lovely Complex, que é um dos meus preferidos, inclusive. Mas os que realmente mexem comigo são os que envolvem temas mais adultos. As adaptações para o cinema me agradaram, porém, se tiver de indicar o mangá ou o filme pra quem ainda não conhece, fico com o mangá.

É impossível fazer um post sobre esse assunto e não citar Card Captor Sakura e Fruits Basket. Esses títulos são muito especiais. Os dois possuem a fantasia como base, mas seguem caminhos totalmente diferentes. CCS é mais infantil. Com a abordagem mahou shoujo, transporta os leitores ao mundo ingênuo de Sakura e nos permite sonhar. Furuba nos envolve nas intrigas, dores, ressentimentos e profundidade das personagens. Nos faz torcer por elas. Nos faz querer entender o comportamento de cada uma e acreditar que tudo vai dar certo no final. São dois exemplos que marcaram a minha vida e a de muitos por aí.

Creio que uma obra só se eterniza na memória das pessoas quando desperta sentimentos intensos, seja nos fazendo rir ou chorar.

Fruits Basket

Mangá: Fruits Basket

Depois dos 20, comecei a me interessar mais por doramas e deixei os animes um pouco de lado. Talvez por ter enjoado um pouco do gênero, ou por ter enxergado nos doramas uma nova possibilidade de aprendizado com pessoas reais. Se for pra dar um motivo, diria que é a aproximação com a realidade e por conseguir fazer uma conexão maior com a minha própria vida ou por ter referências e inspirações em personagens que lutam por si ou pela família. Não que isso não seja possível em um anime, claro, mas a visão humana é diferente da animação.

Há quem prefira mangá. Há quem prefira anime. Outros só assistem dorama. Outros veem de tudo. Seja no papel, na animação ou com atores, o que realmente importa é curtir o momento de apreciação, tentar tirar algum proveito do que se propõe a ler/assistir e se divertir. E ter sempre em mente que sempre haverá espaço para todos os gostos, desde que as empresas e editoras enxerguem o público sem preconceito e deem voz aos leitores. Levanto a bandeira da campanha e quero sim Mais Shoujos no Brasil e no mundo. Sentimentos e boas histórias precisam ser disseminados de todas as formas possíveis. Quem sabe assim as pessoas ficam mais tolerantes e começam a refletir verdadeiramente sobre o que veem por aí, né?

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3 comentários sobre “Todo mundo precisa de shoujo e dorama na vida – #MêsDoShoujo

  1. “Seja no papel, na animação ou com atores, o que realmente importa é curtir o momento de apreciação” A-M-E-I essa frase! Eu gosto muito dos três tipos, independente de ser mangá, anime, dorama… Se a história for boa, por que não, né?
    Amando muito o seu blog, bjinhos ❤

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